A Maior Transformação do Setor Elétrico: A Nova Cemig e o Futuro de Minas Gerais
Empresa reverte crise financeira, atinge valor de mercado de R$ 35,1 bi e garante plano de R$ 59,1 bi até 2029.
Companhia vai além do fornecimento de energia e atua como agente de transformação social e econômica para os mineiros. (Foto: Divulgação)
Nos últimos sete anos, a Cemig protagonizou uma das mais impressionantes viradas corporativas da história recente do setor elétrico brasileiro. De uma companhia em grave crise financeira e operacional, a empresa tornou-se referência em eficiência, sustentabilidade e capacidade de investimento. Sob nova gestão desde 2019, a Cemig recuperou mais de R$ 12 bilhões em caixa por meio de desinvestimentos estratégicos, eliminou participações deficitárias e lançou o maior ciclo de investimentos de sua história: R$ 59,1 bilhões até 2029, todos destinados exclusivamente a Minas Gerais.
O resultado é visível em todas as frentes: expansão da rede, retomada da geração própria, modernização de ativos e avanços expressivos em qualidade do fornecimento e atendimento ao cliente. “Encontramos uma empresa perto de quebrar e a transformamos em uma companhia pronta para enfrentar os desafios da transição energética”, resume o presidente Reynaldo Passanezi Filho.
Reynaldo Passanezi Filho, Presidente da Cemig. (Foto: Divulgação)
”O cenário que encontramos foi o de uma empresa perto de quebrar, o que comprometia nosso propósito de fazer com que a Cemig pudesse investir em Minas. Fizemos, assim, um arranjo inicial, equacionando a dívida e saindo de uma série de investimentos ruins, resultado de decisões equivocadas. Com essas e outras medidas, conseguimos concretizar o maior plano investimentos da história da companhia."
Reorganização financeira
A área financeira foi o ponto de partida dessa virada. A Cemig reduziu drasticamente o endividamento, migrou toda a dívida para reais, recuperou credibilidade junto ao mercado e alcançou, pela primeira vez em sete décadas, o selo AAA das agências Fitch e Moody’s. O EBITDA atingiu R$ 11,2 bilhões em 2024 (32% acima do ano anterior) e o valor de mercado cresceu 246% desde 2018, chegando a R$ 35,1 bilhões. “Decisões equivocadas do passado colocaram a companhia em risco. O desafio foi reconstruir, com base em eficiência e foco no essencial”, afirma a vice-presidente de Finanças e Relações com Investidores, Andrea Almeida. Essa reorganização financeira abriu caminho para o novo ciclo de investimentos, colocando Minas Gerais novamente no centro das decisões e consolidando a Cemig como agente de desenvolvimento econômico e social.
O maior volume de recursos, R$ 36,9 bilhões, está concentrado na distribuição, setor mais visível para a população. Nos últimos anos, a Cemig construiu 150 novas subestações e executou 3,9 milhões de podas de árvores, eliminando gargalos históricos e reduzindo drasticamente a duração e a frequência das interrupções de energia. Programas como Mais Energia, que prevê 200 novas subestações até 2027, e Minas Trifásico, que moderniza redes rurais, ampliaram o acesso à eletricidade e impulsionaram o agronegócio mineiro. “Encontramos um sistema elétrico deteriorado e uma demanda reprimida gigantesca. Reconstruímos a infraestrutura e devolvemos ao estado a energia necessária para crescer”, explica o vice-presidente de Distribuição, Marney Tadeu Antunes. A Cemig hoje ostenta a maior rede de distribuição da América Latina, com 560 mil quilômetros de extensão, e se tornou referência em confiabilidade e atendimento.
UHE Nova Ponte, inaugurada em 1987, é uma das grandes geradoras de energia da companhia mineira. (Foto: Divulgação)
Na geração e transmissão, o avanço foi igualmente expressivo. Após mais de 20 anos sem grandes obras, a Cemig voltou a construir usinas, inaugurando projetos como as usinas fotovoltaicas Eduardo Soares, em Montes Claros, e Jusante, em São Gonçalo do Abaeté. Ambas são símbolos da transição energética em Minas Gerais. Os investimentos no segmento somam R$ 11,6 bilhões, com destaque também para o plano de modernização de 39 hidrelétricas e a retomada da participação em leilões nacionais da Aneel. “Queremos investir pesado em geração solar e modernização das nossas grandes usinas. É estratégico garantir que a Cemig seja protagonista da transição energética”, reforça o vice-presidente de Geração e Transmissão, Marco da Camino Ancona Lopez Soligo.
A Cemig que emerge dessa transformação é uma empresa mais sólida, moderna e conectada às necessidades dos mineiros. Em 2024, investiu R$ 5,7 bilhões no estado, seis vezes mais que a média da década anterior. Os números expressivos se somam a conquistas em sustentabilidade: redução de 41% das emissões de CO2 desde 2021, parque gerador 100% renovável e nota máxima no CDP Climate Change. “Trabalhamos para devolver à Cemig sua força e relevância. O que construímos é mais do que uma recuperação financeira, é a reafirmação do papel da companhia como motor do desenvolvimento de Minas Gerais”, conclui Passanezi.
Em pouco mais de sete anos, a Cemig conseguiu o que parecia improvável: transformar fragilidade em liderança, dívida em investimento, e incerteza em futuro. Hoje, a empresa volta a ser orgulho dos mineiros, uma companhia que honra sua história de 73 anos e se prepara, com energia e visão de longo prazo, para as próximas décadas.