Âmbar compra termelétrica no Rio e amplia aposta em geração a gás natural

Negócio amplia presença da Âmbar no Sudeste e cria opção de disputa em leilões de capacidade.

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Acordo entre a Âmbar Energia e a Norte Fluminense envolve a compra da usina e projeto Norte Fluminense 2. (Foto: Reprodução/Âmbar Energia)

A Âmbar Energia, braço do grupo J&F no setor elétrico, firmou contrato para a aquisição da usina termelétrica Norte Fluminense, localizada em Macaé, no Rio de Janeiro, atualmente controlada pela francesa EDF. As informações foram divulgadas pela Reuters.

O acordo envolve a compra da usina em operação, com capacidade instalada de 827 megawatts (MW), e também do projeto Norte Fluminense 2, que prevê a construção de uma nova termelétrica com potência aproximada de 1.800 MW. O valor da transação não foi informado, e a conclusão do negócio ainda depende da aprovação dos órgãos reguladores.

A usina Norte Fluminense opera com gás natural proveniente da Bacia de Campos e utiliza o modelo de ciclo combinado, com três turbinas a gás e uma a vapor. Atualmente, o ativo está descontratado, o que abre espaço para que a Âmbar busque novos contratos de venda de energia, inclusive no leilão de reserva de capacidade previsto para março de 2026.

Com a operação, a Âmbar ultrapassa a marca de 7 gigawatts (GW) de capacidade instalada em seu portfólio, que reúne ativos de diferentes fontes, como hidrelétricas, solares, nucleares, biomassa, biogás, gás natural, óleo combustível e carvão mineral, segundo a Reuters.

Em nota, o presidente da Âmbar Energia, Marcelo Zanatta, afirmou que a aquisição fortalece a presença da companhia no Estado do Rio de Janeiro, próximo aos principais centros de carga do país, e amplia sua atuação como fornecedora de segurança e estabilidade ao sistema elétrico nacional.

Além da Norte Fluminense, a empresa dos irmãos Joesley e Wesley Batista já opera a termelétrica Santa Cruz, no Rio de Janeiro, com potência de 500 MW. A Âmbar também deverá se tornar sócia minoritária das usinas nucleares Angra 1 e Angra 2 e do projeto Angra 3, após a assinatura de acordo para aquisição de participação na Eletronuclear.