Copa de 2026 pode impulsionar varejo brasileiro com ‘efeito jogo’, diz BTG
Estudo projeta alta de 4,7% no consumo em dias de partidas e aponta impacto maior em categorias ligadas a confraternizações e consumo doméstico.
Torneio deve impulsionar o consumo doméstico, especialmente em categorias ligadas a alimentos, bebidas e produtos voltados a confraternizações. (Foto: Unsplash)
A Copa do Mundo de 2026 já começa a movimentar as projeções do varejo brasileiro. Segundo o InvestNews, um relatório do BTG Pactual aponta que o torneio deve impulsionar o consumo doméstico, especialmente em categorias ligadas a alimentos, bebidas e produtos voltados a confraternizações.
O estudo, baseado em dados da Scanntech sobre o chamado “efeito jogo”, estima crescimento médio de 4,7% no consumo varejista em dias de partidas de futebol. A análise considera que 95% dos brasileiros se envolvem com o esporte durante a Copa, transformando o torneio em um evento de impacto econômico relevante.
A estreia da seleção brasileira está marcada para sábado, 13 de junho, às 19h, contra Marrocos, em Nova Jersey. O calendário é considerado favorável pelo setor por concentrar partidas em horários noturnos e finais de semana, cenário que tende a estimular encontros em casa e compras voltadas ao consumo social.
Segundo o relatório, o maior pico de vendas ocorre antes dos jogos. O fluxo nas lojas cresce 6,7% na véspera das partidas, enquanto as transações aumentam 19,1% nas duas horas anteriores ao apito inicial. Durante os jogos, porém, o movimento do varejo recua 15,4%.
O levantamento também aponta mudanças no perfil da cesta de compras. Produtos associados a confraternizações lideram as altas, com destaque para churrasqueira (+227%), pipoca de micro-ondas (+120%) e amendoim salgado (+86%). Bebidas alcoólicas, destilados e itens premium também apresentam crescimento acima da média.
Apesar do cenário de juros elevados, o BTG avalia que a Copa de 2026 ocorrerá em um ambiente macroeconômico mais favorável ao consumo do que o observado em 2022. As projeções indicam inflação em torno de 4,1% e renda média mais elevada, próxima de R$ 3,5 mil.