Keeta inicia operação em São Paulo e inaugura nova fase do delivery no Brasil

Estreia da gigante chinesa marca o início de um ciclo mais competitivo no maior e mais estratégico mercado de entregas do país.

keeta-divulgacao-1140x570Tony Qiu, CEO da Keeta (Divulgação)

A disputa pelo mercado brasileiro de delivery entra em uma nova fase com a chegada da Keeta a São Paulo nesta segunda-feira (1º). A empresa, braço internacional da chinesa Meituan — maior plataforma de entregas do mundo — inicia oficialmente sua operação na capital paulista após um piloto de um mês na Baixada Santista. Segundo o InvestNews, a estreia coloca a gigante em posição central no maior mercado de alimentação fora do lar do país.

São Paulo concentra mais de 100 mil estabelecimentos ativos, alta maturidade digital e a maior densidade de dark kitchens do Brasil, representando 35% dos restaurantes cadastrados em aplicativos. Por isso, o início das operações na cidade é considerado fundamental para qualquer empresa que pretenda disputar relevância nacional no setor.

A Keeta estreia com 27 mil restaurantes parceiros, 98,2 mil entregadores cadastrados e um plano de investir R$ 1 bilhão apenas na capital — parte de um programa nacional de R$ 5,6 bilhões ao longo de cinco anos. “O Brasil é o maior mercado potencial da Meituan fora da Ásia, e São Paulo é a porta de entrada desse plano”, afirmou o CEO Tony Qiu durante coletiva.

A chegada ocorre em um momento de aquecimento da disputa no setor. Nos últimos meses, a concorrência entre aplicativos gerou ações judiciais, debates regulatórios e até denúncias de espionagem na Baixada Santista, como registrou a Keeta em boletim de ocorrência. A Justiça paulista derrubou cláusulas contratuais consideradas barreiras à entrada de novos players, e o Cade acompanha o cenário em praças como São Paulo, Rio e Goiânia.

Apesar do ambiente competitivo, a Keeta aposta na reputação global da Meituan — que realiza mais de 60 milhões de entregas diárias na China — e em práticas agressivas de expansão para conquistar espaço no Brasil.

A movimentação deve beneficiar restaurantes e consumidores no curto prazo, com mais opções, incentivos e poder de barganha. Mas também inaugura uma nova etapa na disputa por escala, eficiência e fidelização no país que já movimenta cerca de US$ 21 bilhões no delivery.