Nordeste deve liderar crescimento econômico do Brasil em 2026, aponta Banco do Brasil
Região tem previsão de expansão de 3,2%, impulsionada por agropecuária, indústria, serviços e novos investimentos em infraestrutura.
Usina Caetés, em Alagoas. (Foto: Divulgação)
O Nordeste deve registrar o maior crescimento econômico do Brasil em 2026. Segundo projeções do BB Assessoramento Econômico, a região deve avançar 3,2%, desempenho superior ao das demais regiões do país e 60% acima da média nacional estimada para o período, de 2,0%.
O resultado coloca o Nordeste à frente do Norte, que deve crescer 2,5%, do Sul, com projeção de 2,2%, do Sudeste, com 1,7%, e do Centro-Oeste, com 1,5%.
O principal diferencial da região está na combinação de diferentes motores de crescimento. Enquanto outras áreas do país dependem mais fortemente de setores específicos, o Nordeste deve registrar expansão simultânea na agropecuária, na indústria e nos serviços.
As projeções apontam crescimento de 4,0% para o setor agropecuário, 2,6% para a indústria e 3,1% para os serviços, formando uma base mais equilibrada para a atividade econômica.
Entre os fatores que sustentam esse desempenho estão a continuidade dos investimentos públicos, a execução de obras de infraestrutura, os estímulos ao setor habitacional e o avanço da construção civil.
O estudo destaca ainda projetos específicos que vêm impulsionando a economia regional, como a expansão da produção automotiva na Bahia, a recuperação do setor petrolífero em Pernambuco, o crescimento da construção civil na Paraíba e a implantação de um grande data center no Ceará.
O campo também deve exercer papel importante nesse avanço. O Nordeste aparece, ao lado da região Sul, como uma das únicas áreas do país com previsão de aumento na produção de grãos em 2026.
Após incorporar 1,9 milhão de toneladas à safra em 2025, a região deve registrar crescimento adicional de 7,8% na produção, impulsionado principalmente pelas culturas de soja e milho.
Os destaques ficam para os estados do Piauí, Maranhão e Bahia, que devem liderar a expansão agrícola regional.
Em um cenário nacional marcado por juros elevados e desaceleração econômica, as projeções do Banco do Brasil indicam que o Nordeste deve se consolidar como a principal fronteira de crescimento do país em 2026, sustentado por uma combinação de investimentos, diversificação produtiva e expansão do agronegócio.