Nubank compra Banco Porto Real para poder usar a palavra “banco” na marca

Aquisição permitirá à fintech obter licença bancária no Brasil para se adequar à nova regulamentação e ainda depende da aprovação do Banco Central.

nubank-entrada-1024x683Nubank compra Porto Real para obter licença bancária no Brasil. (Foto: Divulgação)

O Nubank anunciou a compra do Banco Porto Real para obter uma licença bancária no Brasil e se adequar à nova regulamentação que exige essa autorização de empresas que utilizam a palavra “banco” em suas marcas. A conclusão da transação ainda depende da aprovação do Banco Central.

A licença será incorporada às autorizações regulatórias que o Nubank já possui no país, entre elas as de instituição de pagamentos, empresa de crédito, financiamento e investimento e corretora de valores mobiliários, de acordo com informações da Bloomberg.

Em março, o Banco Porto Real possuía R$ 32 milhões, equivalentes a US$ 6,3 milhões, em ativos. O valor da aquisição não foi informado.

O Nubank afirmou que a nova licença não aumentará as exigências de capital ou liquidez da companhia, nem provocará mudanças nas operações oferecidas aos clientes. Embora ainda não tivesse uma licença bancária, a fintech já era regulamentada no Brasil como uma instituição de médio porte devido à escala alcançada em segmentos como o de cartões de crédito.

A aquisição ocorre enquanto a empresa amplia suas autorizações em outros mercados. Em julho, o Nubank recebeu permissão para operar como banco no México, seu segundo maior mercado. Em janeiro, havia obtido aprovação preliminar para realizar algumas atividades bancárias nos Estados Unidos.

Fundada em 2013, a companhia reúne mais de 115 milhões de clientes no Brasil e figura entre as dez maiores instituições financeiras do país em ativos totais, embora ainda permaneça abaixo de Itaú, Banco do Brasil e Bradesco.

“O Brasil é onde o Nubank nasceu, cresceu e provou que serviços financeiros mais justos e simples são possíveis em grande escala”, afirmou David Vélez, cofundador e diretor executivo do Nubank.

“Treze anos depois, esse continua sendo nosso foco principal: um mercado onde ainda podemos expandir significativamente nossa participação e continuar impulsionando a transformação do setor”, acrescentou.