Renault e Geely anunciam investimento de R$ 3,8 bilhões para produzir carros no Brasil

Empresas pretendem desenvolver novos modelos em conjunto com foco em veículos de baixa emissão produzidos no país a partir de 2026.

interior-moderno-da-industria-automobilistica-de-uma-fabrica-de-alta-tecnologia-de-producao-modernaInvestimento reforça a estratégia das montadoras de ampliar presença no maior mercado automobilístico da América do Sul. (Foto: Freepik)

Renault e Geely anunciaram um investimento de R$ 3,8 bilhões (US$ 714 milhões) no Brasil para desenvolver e produzir novos modelos em parceria, reforçando a estratégia das montadoras de ampliar presença no maior mercado automobilístico da América do Sul, segundo a Bloomberg.

Parte dos recursos será destinada a uma nova plataforma de veículos de zero e baixas emissões, desenvolvida pela Geely, que servirá de base para dois carros programados para entrar em produção no segundo semestre de 2026. O restante financiará a atualização de um modelo Renault em 2026 e o lançamento de outro veículo totalmente novo em 2027.

No início de novembro, a Geely adquiriu 26% da Renault do Brasil, movimento que dá à companhia chinesa acesso à rede de distribuição local da Renault e ao centro de engenharia instalado no país. A parceria também permitirá à francesa acelerar a ocupação da fábrica de São José dos Pinhais (PR) e incorporar a plataforma multienergética da Geely.

A América do Sul tem se tornado uma região estratégica para montadoras chinesas, que ampliam presença enquanto EUA e União Europeia erguem barreiras às importações vindas da China.

A Renault, por sua vez, aposta em alianças tecnológicas para crescer fora da Europa. Além do acordo com a Geely, firmou parcerias com Qualcomm e Google, e vem fortalecendo sua atuação na Ásia. Um novo plano global de negócios será apresentado no início de 2026, com foco ampliado em mercados emergentes como a América Latina, disse o CEO François Provost à Bloomberg.

Provost resumiu a estratégia em novembro: “As montadoras estão sendo atacadas pelas marcas chinesas, então optamos por nos tornar chineses na América do Sul.”