Motiva e SOS Mata Atlântica lançam corredor ecológico com potencial de capturar 9 mil t de carbono
Projeto marca o primeiro insetting da companhia e reforça a estratégia de neutralidade em carbono até 2035.

A iniciativa faz parte das ações da Motiva para avançar na agenda de preservação e conservação da biodiversidade nos territórios em que está presente. (Foto: Divulgação/Motiva)
A Motiva firmou parceria com a Fundação SOS Mata Atlântica para criar seu primeiro corredor ecológico no Vale do Paraíba. Com aporte de R$ 1 milhão, a iniciativa prevê a restauração de 16 hectares de Mata Atlântica entre as bacias do Médio Tietê e Médio Paraíba do Sul, com o plantio de 40 mil mudas de árvores nativas. O projeto tem potencial de capturar 9 mil toneladas de carbono até 2042.
A SOS Mata Atlântica será responsável pela definição da área, restauração, monitoramento e engajamento comunitário. O plantio está previsto para o período de chuvas, entre outubro de 2025 e março de 2026. “A parceria com uma instituição tão reconhecida como a Fundação SOS Mata Atlântica nos ajuda a transformar compromissos em realidade”, afirmou Pedro Sutter, vice-presidente de Inovação, Tecnologia, Risco e Sustentabilidade da Motiva.
O projeto será o primeiro de compensação de carbono da companhia na modalidade insetting, quando os investimentos ocorrem dentro da própria cadeia de valor. A atuação se conecta à operação da concessionária RioSP, responsável pela Dutra e pela BR-101 no trecho entre Ubatuba e Rio de Janeiro.
Segundo Luís Fernando Guedes Pinto, diretor executivo da Fundação, a restauração florestal tem efeito direto sobre crises ambientais. “Sem a Mata Atlântica, não há água limpa, saúde e nem qualidade de vida. É extremamente importante a união de diferentes setores em prol da Mata Atlântica”, disse.
A iniciativa também será verificada pelo Imaflora, seguindo metodologias internacionais como Verra e Gold Standard. O objetivo é contabilizar créditos de carbono que apoiarão a meta da Motiva de neutralidade em emissões de escopos 1 e 2 até 2035.
Além desse projeto, a empresa já havia aderido à TNFD (Taskforce on Nature-related Financial Disclosures), mapeando riscos e oportunidades ligados à biodiversidade em 4 mil km de rodovias sob sua concessão.