O que a crise climática tem a ver com o futuro da medicina? Siemens Healthineers aposta alto na resposta
Empresa amplia investimentos em tecnologias sustentáveis que reduzem consumo de energia e ampliam o acesso a diagnósticos.
Adriana Costa, diretora-geral da Siemens Healthineers Brasil. (Foto: Divulgação)
Com a crise climática cada vez mais associada ao avanço de doenças e à pressão sobre os sistemas de saúde, a Siemens Healthineers intensifica seus investimentos em tecnologias sustentáveis aplicadas à medicina diagnóstica. O objetivo é reduzir impactos ambientais e ampliar o acesso a soluções médicas de alta complexidade, integrando sustentabilidade à estratégia de negócios.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que as mudanças climáticas podem provocar até 250 mil mortes adicionais por ano nas próximas décadas, em decorrência de doenças respiratórias, cardiovasculares e outros efeitos indiretos. Diante desse cenário, a companhia aposta em inovação e eficiência energética como parte da resposta do setor.
Segundo Adriana Costa, diretora-geral da Siemens Healthineers Brasil, “a sustentabilidade é um pilar estratégico e está incorporada no DNA da organização no Brasil e no mundo. Nosso compromisso é gerar acesso a todos e em todos os lugares de forma sustentável”.
Entre as iniciativas, a empresa investe em equipamentos de diagnóstico por imagem com tecnologia Zero Helium Boil-Off, que elimina a necessidade de reabastecimento de hélio — recurso natural escasso — e reduz o consumo de energia em até 40% em comparação a modelos anteriores. A Siemens Healthineers também mantém programas de economia circular, recondicionando equipamentos e ampliando sua vida útil para reduzir descarte e custos.
Nos diagnósticos laboratoriais, os novos analisadores priorizam eficiência de recursos, com menor consumo de água e energia em ambientes de alta demanda. “Isso está refletido desde a fase inicial do desenvolvimento de nossos produtos e soluções para o mercado de saúde, até a ampliação de consciência de nossos colaboradores sobre os impactos e responsabilidades com todo ecossistema que atuamos”, afirma Adriana.
Um exemplo do impacto desses investimentos é o Programa Nacional de Expansão da Radioterapia (PER-SUS), parceria entre o Ministério da Saúde e a Varian, empresa do grupo Siemens Healthineers. O projeto ampliou o acesso ao tratamento oncológico no Sistema Único de Saúde (SUS), com capacidade para atender até 55 mil pacientes por ano e reduzir filas em diversas regiões do país.
“Cada vez mais, estamos comprometidos em gerar ações que impactem milhares de pessoas no mundo, para que vivam mais e melhor, em ambientes seguros e saudáveis”, conclui a executiva.