Investimentos bilionários e integração produtiva reforçam laços históricos entre Brasil e Estados Unidos por meio de multinacionais

Gigantes como Amazon, GM, Boeing e Ambipar consolidam a integração produtiva entre Brasil e Estados Unidos, fortalecendo o comércio bilateral e impulsionando a inovação.

_JULIANA SZTRAJTMAN Juliana Sztrajtman, presidente da Amazon.com.br.

Levantamento da Amcham Brasil mostra que 33,7% do comércio bilateral entre Brasil e Estados Unidos em 2024 ocorreu entre empresas do mesmo grupo econômico, movimentando US$ 31 bilhões — sendo US$ 15,9 bilhões em importações brasileiras e US$ 15,1 bilhões em exportações. O dado revela o alto grau de integração produtiva entre os dois países, especialmente em setores estratégicos como tecnologia e indústria de transformação.

Entre as multinacionais de destaque, a Amazon já investiu R$ 55 bilhões no Brasil na última década — cerca de R$ 15 milhões por dia. Os recursos foram aplicados em logística, tecnologia, nuvem, geração de empregos e iniciativas comunitárias. A companhia dobrou sua força de trabalho no país, saltando de 18 mil para 36 mil postos diretos e indiretos. Nos últimos 18 meses, inaugurou 140 novos polos logísticos, totalizando 200 unidades e garantindo entregas em 100% dos municípios, com mais de 150 milhões de produtos distribuídos em 50 categorias. “Cada investimento é pensado para gerar impacto positivo de longo prazo — seja criando empregos, impulsionando o empreendedorismo ou promovendo inovação”, afirma Juliana Sztrajtman, presidente da Amazon.com.br.

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A General Motors, que completa 100 anos no Brasil em 2025, anunciou um novo ciclo de investimentos de R$ 7 bilhões até 2028, voltado à mobilidade sustentável, renovação do portfólio e modernização das fábricas. O Brasil é o terceiro maior mercado da Chevrolet no mundo, e, segundo Shilpan Amin, vice-presidente sênior da GM, o país “segue como prioridade global, com planos empolgantes para o futuro”.

No setor aéreo, a Boeing projeta que os mercados emergentes — com destaque para o Brasil — responderão por mais de 50% da frota mundial de aviões em 2044. A empresa prevê demanda de 43.600 aeronaves comerciais nos próximos 20 anos e já acelera entregas: apenas em junho, foram 60 aviões, sendo 42 da família 737 MAX, três deles para companhias latino-americanas (duas para a GOL e uma para a Copa Airlines).

Também em expansão, a Ambipar reforça sua presença nos EUA por meio da subsidiária Ambipar Response, especializada em gestão de crises e emergências ambientais. A atuação inclui aquisições estratégicas, como a Witt O’Brien’s, ampliando capilaridade em um mercado exigente em termos de regulação e ESG. Segundo a empresa, a COP30 no Brasil será uma vitrine global para mostrar a integração entre inovação, sustentabilidade e capacidade operacional.