Flávio diz que divulgará nome de ministro da Fazenda na hora certa

O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), evitou nesta segunda-feira, 8, dar pistas sobre o perfil de seu ministro da Fazenda. Disse que fará o anúncio na hora certa e lembrou que seu pai, Jair Bolsonaro, quando candidato à Presidência em 2018, teve que antecipar a divulgação do economista Paulo Guedes como titular da Fazenda por conta da elevada incerteza sobre como seu governo iria comandar a economia.

Flávio participou nesta tarde do evento "Brasil de Ideias Mulher - Especial Eleição", organizado pelo Grupo Voto. Segundo ele, a pretensão é formar uma equipe "até melhor" do que a montada pelo ex-presidente.

O pré-candidato do PL passou a maior parte de sua participação no evento defendendo a gestão de seu pai ou criticando a gestão Lula. No que tange à economia, passou por temas como privatizações e empresas estatais que, de acordo com ele, mostram não ter condições de se sustentar por conta própria. Neste caso, citou os Correios, que, mesmo mantendo a condição de monopólio, têm apresentado recorrentes prejuízos.

Negou, no entanto, que pretende privatizar o Sistema Único de Saúde (SUS) e atribuiu a uma falsa narrativa contra ele a pretensão de passar o sistema para a iniciativa privada. "Não pretendemos privatizar o SUS. O sistema tem uma grande capilaridade e é copiado por vários países", disse o pré-candidato.

Flávio apontou que, numa eventual gestão sua, pretende tomar as providências cabíveis para fazer o Brasil entrar para a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), grupo de 38 países, chamado de o "clube dos ricos", que promove políticas para o crescimento econômico sustentável, o bem-estar social e a expansão do comércio mundial.

De acordo com Flávio, ingressar na OCDE significa uma oportunidade de o Brasil recuperar o seu grau de investimento, o chamado selo de bom pagador, e atrair investimentos. Ele também voltou a criticar a elevada taxa de juro básico do País, atualmente em 14,50% ao ano, e a carga tributária que, nas palavras dele, afasta investidores do País.